O Estresse

O estresse faz parte de uma reação biológica do qual necessitamos para sobreviver. Uma dose equilibrada de estímulos e desafios é responsável por nossa produtividade e desenvolvimento pessoal. Segundo Aldous Huxley “ Experiência não é o que acontece com o homem; é o que o homem faz como que lhe acontece”. Desta forma o estresse não é o resultado do que está acontecendo mas, sim,o resultado de como estamos reagindo emocionalmente a isso.

Susan Andrews afirma que “na medida certa o estresse nos mobiliza, nos energiza, nos ajuda a concentrar as nossas forças a fim de melhorar o nosso desempenho”.

Diante do estresse nossos antepassados liberavam mediadores químicos, dos quais a adrenalina é o mais popular, mediadores estes que provocavam reações fisiológicas que os capacitavam a enfrentar o perigo. Estes mediadores, diante do medo, eram os responsáveis pelo aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. O sangue desviado de funções vitais fortalecia os músculos para enfrentar a luta ou fugir.

Diferente do tempo de nossos antepassados e diante dos desafios do homem moderno o estresse se vulgarizou nos dias atuais e é resultante do acúmulo de pequenos problemas que se acumulam e se repetem todos os dias. Ele é comumente atribuído as reações diante das queixas diárias de pessoas, após um dia de trabalho pesado, tendo de enfrentar os problemas de trânsito, filas de banco, problemas financeiros assim como as atividades domésticas e responsabilidades com os filhos.

Hoje em dia somos afetados, entre outros problemas, pela competitividade e segurança sociais pela competência profissional e sobrevivência econômica. Diante de tantos desafios convivemos com o sentimento de perigo iminente dentro de nós. Estamos em constante alerta o que gera um estado de ansiedade (estresse) continuado.

Se, para nossos antepassados, a adrenalina aumentava de vez em quando, hoje ela é aumentada continuamente. Diante de estresse continuado podemos atingir uma fase de esgotamento, quando nossos mecanismos de adaptação começam a falhar nos causando um déficit das reservas de energia. Esta fase é grave e pode levar à um estado de falência adaptativa.

Diante de nossa incapacidade de adaptação, o grande problema se apresenta quando o estresse se prolonga, sem pausas para recuperação ou associado a açõesnegativas de nossa parte. Diante deste quadro nossas glândulas suprarenais segregam o hormônio cortisol em excesso o que inibe nosso sistema imunológico. Segundo os cientistas, nos dias de hoje, pessoas irritadas e agressivas secretam quarenta vezes mais cortisol que o normal o que pode gerar, a longo prazo, a morte de neurônios do hipocampo, região da memória e aprendizado.

Cuidado com o estresse porque:

“Mais vale chegar atrasado neste mundo do que adiantado no outro.”

Kiron